quarta-feira, 29 de março de 2017

TUTÓIA: 79 ANOS DE CIDADE - Por Antonio Gallas


Parabéns à minha cidade querida pelos seus 79 anos de emancipação política. Como bem disse o Padre Jocy Rodrigues(1917 - 2007 ) - neto de Paulino Neves, fundador da cidade - no estribilho do Hino de Tutóia de sua autoria :

"Praias amenas, brisas serenas
Dunas beijando igarapés, (bis)
Campos risonhos, terra de sonhos
Tutóia dos Teremembés".

Amada pelos filhos seus, e também por pessoas nascidas em outras plagas como o luís-correiense Nonato Freitas (1926 - 1989) que amou esta cidade como ninguém e a imortalizou nos versos da belíssima canção AQUARELA DE TUTÓIA, canção esta consagrada pela população como hino da cidade. Nonato Freitas tão bem define Tutóia na primeira estrofe do seu poema canção. 

Vejamos:

"Minha terra pequenina
Nem parece uma cidade
Mais parece uma menina
Sem requinte e sem vaidade
Assim mesmo tão modesta
É tão lindo o pôr do sol
Nunca vi tanta seresta
Canta o mar canta a floresta
Canta o ventos nos coqueiros
Sabiá nos cajueiros
Nos canteiros rouxinol"...

Infelizmente nossa bela, querida e amada cidade não tem recebido o carinho merecido por parte de alguns de seus administradores, muito menos dos governantes estaduais. Para não ser muito longo cito apenas a questão da água tratada no município. Cresci vendo as pessoas carregarem latas d'água na cabeça ou nos ombros. Por um pouco espaço de tempo tivemos o prazer de termos água encanada, mas a cidade cresceu e o sistema de abastecimento não suportou a demanda. Tornou-se precário e obsoleto.

A água em Tutóia é como o Porto de Luis Correia no Piauí. Só serve para fins eleitoreiros. Mas como diz o ditado "a esperança é a última que morre", vamos aguardar para vermos e poder acreditar.

Além da água muitas outras coisas faltam em nossa cidade. Prefiro não enumerá-las porque mesmo assim Tutóia é amada por todos.
 

segunda-feira, 27 de março de 2017

Pecuaristas têm prejuízos com reflexo da 'Carne Fraca' no Maranhão



No Maranhão, os pecuaristas já sentem os reflexos da operação ‘Carne Fraca’, da Polícia Federal, que apontou fiscalização irregular em 21 frigoríficos no Brasil. O estado tem um rebanho de 7,6 milhões de cabeças de gado – sendo que 6,4 milhões de gado de corte e 1,2 milhão que abastecem o mercado leiteiro.

As principais regiões que mantém a pecuária no estado são a oeste, envolvendo a região Tocantina, a Central e a do médio Mearim, onde os prejuízos são maiores. Em todo o estado, 80% da carne produzida são exportadas para outros estados, principalmente do Nordeste.

Só a região Tocantina tem 30% de todo o rebanho bovino do Maranhão. A queda do consumo gera prejuízos no campo que podem chegar a outros setores da economia regional, segundo pontuou Renato Pereira, presidente do Sindicato Rural de Imperatriz, MA. “É uma cadeia, onde todos os elos dela vão ser prejudicados. Os frigoríficos vão deixar de exportar. O preço para o produtor vai diminuir. É um efeito cascata, progressivo e se não for estancado logo essa sangria as consequências são imprevisíveis para a economia do nosso país”, disse.

Além dos prejuízos diretos com a pecuária, depois que a operação carne fraca foi anunciada, o Maranhão teve outras perdas. Uma grande exportação de carne, pelo Porto do Itaqui foi adiada. A carne tinha como origem, o estado do Tocantins, mas a exportação traria faturamento também para o Maranhão.

Autoridades do setor defendem que a qualidade da carne tem que ser mantida e que as investigações são necessárias, mas ressaltam que a pecuária maranhense é feita de maneira séria e seguindo os padrões exigidos. “Em vez de fazerem uma operação cirúrgica, pegar os culpados e punir, não. Se joga tudo na grande mídia, se cria um alvoroço danado, onde menos de 0,1% - são mais de cinco mil estabelecimentos frigoríficos, hoje, e apenas 21 estão sob suspeita. O Brasil é o maior exportador de carne e é lógico que a pecuária também fica afetada” afirmou Márcio Honaiser, secretário de Agricultura e Pecuária do Maranhão.

Queda contínua

Nos últimos doze meses o desemprego aumentou em todo o Brasil, inclusive no Maranhão. A primeira consequência foi a queda no consumo de alimentos. A queda no consumo de carne bovina chegou a 3% em 2016 se for comparado com o mesmo período de 2015.

Este ano também começou em baixa, segundo o ministério da agricultura. Essa sequência de quedas tem feito os pecuaristas fecharem as porteiras, na hora de pensar em investimentos.

Em 2016, o Maranhão exportou mais vinte mil cabeças de gado para o oriente médio, pelo Porto do Itaqui. Mas, neste ano, até agora, nenhuma exportação de bois vivos foi feita e nem há previsão de quando isso vai acontecer.

Com informações do G1/MA
Central de Notícias



domingo, 26 de março de 2017

Empresa que vai construir uma linha de transmissão de energia do Maranhão ao Ceará realiza Audiência Pública em Tutóia

Mapa das linhas de transmissão do Brasil


Esquema do projeto

 
Mesa de abertura

Os ventos do litoral do Maranhão poderão ser usados para a construção de um dos maiores parques eólicos do país na produção de energia eólica e isso vai movimentar a economia na região, com infraestrutura de estradas e também dos serviços, mas trará, sem dúvida, um impacto bem maior sobre o meio ambiente, não somente com alteração da paisagem, mas com supressão de vegetação, alteração dos habitats de espécies em extinção entre outros (o que aliás está previsto no EIA-Estudo de Impacto Ambiental, realizado por uma empresa contratada pela ARGO Energia. Do total de 30 impactos identificados, 26 deles são negativos(veja a imagem abaixo).

Impactos do EIA-RIMA
O projeto é grandioso. Somente a linha transmissão dessa energia será de 1.152 quilômetros de extensão – ligando o Maranhão (na cidade de Bacabeira) ao Ceará (complexo portuário de Pecém).

Municípios que serão cortados pela linha de transmissão
A linha passará por 42 dois municípios do Maranhão até o Ceará. Além de mais dois que estarão dentro da abrangência do empreendimento (um deles é Parnaíba-PI).

No município de Tutóia a linha passará por vários povoados como Riacho do Meio do Carmo, Mutamba e Barro Duro. Várias torres serão implantadas e a prefeitura vai receber o ISS- Imposto Sobre Serviço, além de programas de compensação ambiental.
Para conseguir a licença de instalação e operação a empresa precisa realizar audiências públicas em municípios polos.

A implementação de um projeto desse porte deverá trazer impactos positivos e negativos, especialmente, alteração do meio ambiente, e, por essa razão precisa de licença para implantação e operação que são concedidas pelo IBAMA – Instituo Brasileiro de Meio Ambientes e Recursos Naturais.

E nossa cidade, recebeu na última quinta-feira (23), uma dessas audiências públicas polarizando vários municípios do entorno como Araioses, Paulino Neves, Santana do Maranhão.
Representante da ARGO

Vários representantes da sociedade civil, dos governos e de outros segmentos sociais de Tutóia, Paulino Neves, São Luis e outros municípios acompanharam a apresentação do EIA – Estudo de Impacto Ambiental e do RIMA – Relatório de Impacto Ambiental apresentado por técnicos do IBAMA, ICMBio, das empresas ARGO e Eology Brasil. 
 
Representante do IBAMA
Secretários do governo de Tutóia e de paulino Neves e representantes de Associações,  Sindicatos e vereadores acompanharam a audiência pública que aconteceu à noite (das 18:30h e foi até às 00:30h).

Vereador Raimundo Monteiro
Vários líderes de segmentos sociais fizeram uso da fala e se posicionaram com certa temeridade do impacto social e ambiental do projeto.

Vereador Rogério de Tutóia
Seu Edilson, presidente da Gleba Belágua, disse que a empresa que fez o cadastro dos lavradores, o fez em horário que não agradou os servidores e pediu esclarecimentos sobre o valor a ser pago aos lavradores que terão suas terras cortadas pela linha.

Uma Ong de Direitos Humanos com sede em São Luis questionou o impacto sobre comunidades tradicionais e sobre o meio ambiente.

O titular do blog também questionou o impacto ambiental, o impacto social e o quanto da compensação para os agricultores familiares. Bem como se os programas de compensação serão acompanhados pelo IBAMA.

Outros segmentos sociais questionaram a ausência do Ministério Público na reunião e a empresa disse que enviou convite a quem de direito.

As empresas ARGO, Ecology Brasil e IBAMA responderam todos os questionamentos apresentados pelos presentes nesta audiência pública.

Raimundo Rodrigues da Associação AMA Tutóia
O projeto em números
Serão 44 municípios abrangidos
2.352 torres de 53 metros
Ao longo da linha serão 20 canteiros de obras
4.100 trabalhadores serão empregados (o que aliás, imagina-se ser um número pequeno diante do tamanho do projeto e do impacto que este vai trazer). Destes apenas 50% será destinado para trabalhadores sem qualificação acadêmica, o que acaba sendo muito pequeno.
2.100 proprietários terão as suas terras no caminho da linha de transmissão (estes receberão uma pequena indenização, e alguns certamente terão construções removidas)
O projeto vai passar ainda por dentro de três Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente.

O que dizem os empreendedores?
Segundo a empresa ARGO, apesar dos impactos, “o resultado será positivo pois poderá diminuir os problemas com oscilação de energia na região, pois cobre uma área do país que ainda está descoberta por linhas de transmissão. E, esse projeto atende a um projeto do Governo Federal de ampliar as redes de transmissão de energia” disse o engenheiro chefe, Márcio Severi.
A empresa Ecology Brasil, responsável pelo EIA-RIMA, disse que “os lavradores podem continuar plantando na área da linha de transmissão, mas algumas limitações, ou seja, as lavouras tradicionais continuam” acrescentou Anderson Oliveira.

Márcio Severi da ARGO

Modelo de torre

Padre Claudio de Tutóia

Ong de São Luis


Elivaldo Ramos

Processo da empresa no IBAMA
Texto: Elivaldo Ramos
Fotos: Daniel Monteiro

Acesse os sites para mais informações
http://www.argoenergia.com.br/
http://www.ecologybrasil.com.br/site/


sábado, 25 de março de 2017

Tutóia: Lixo descartado deixa trecho de estrada vicinal intrafegável

Um leitor do blog enviou as imagens que mostramos aqui e o lixo que deveria ser descartado dentro da área do lixão (na altura do km 8 da rodovia MA-034) ou mesmo ter outro destino como um aterro sanitário é jogado no meio da estrada vicinal que liga o povoado Porto de Areia ao Povoado Bezerro. 

Sabe-se que o governo pensa em retirar daquele local o lixão, uma vez que inúmeras famílias se instalaram e residem muito próximo dele, mas, até o momento não fora retirado, e, o problema continua. 

Essa é a estrada toda ocupada por lixo








Jovens talentos


sexta-feira, 24 de março de 2017

New York Times diz que o Brasil se tornará um país de pobres e miseráveis com Temer e PSDB


O jornal norte-americano The New York Times critica a “desigualdade” nas reformas fiscais em curso no Brasil. Em reportagem publicada na sexta-feira, 3, o jornal relata que, enquanto os trabalhadores terão benefícios cortados, juízes e políticos têm aumentos de salários e cita que o Congresso, “em vias de aprovar uma reforma previdenciária”, agora está permitindo que seus membros obtenham pensão vitalícia depois de apenas dois anos.

O texto lembra que Michel Temer defende o corte de gastos, mas não ajudou a sua popularidade realizar um “banquete pago com dinheiro de contribuintes” para persuadir os deputados a aprovarem suas reformas. Para o NYT, embora alguns sinais de recuperação econômica tenham surgido, a situação do povo nas ruas “conta uma história diferente”.

A partir do depoimento de personagens, o jornal afirma que o governo defende que todos precisam aderir ao programa de austeridade, mas sua postura indica que “a pressão é sobre os menos favorecidos”. Menciona que uma das principais “conquistas” do governo Temer – a aprovação de um teto para os gastos públicos – é também um dos seus calcanhares de Aquiles.

“O sistema tem tudo para aumentar a desigualdade, mas Temer está minimizando a ideia de que o Brasil precisa de uma reforma no estilo grego”, comenta Pedro Paulo Zahluth Bastos, economista da Unicamp. A falta de cobrança de impostos sobre os rendimentos de proprietários de ações também é citada como um dos pontos críticos.

A reportagem do correspondente Simon Romero também cita a situação financeira do Rio de Janeiro, que é vista como um “case” da seriedade do problema no Brasil. Em função do descontentamento da população, completa o jornal, políticos ultraconservadores como Jair Bolsonaro vem ganhando espaço no País.
Fonte: http://www.contraponto.blog.br
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Tutoiense nato, professor de Geografia da rede municipal e particular de ensino em Tutóia e Paulino Neves, Licenciado em Geografia pela UESPI e Pós Graduado em Educação Ambiental pelo IESF. Este blog é um blog de reportagens de acontecimentos e também de publicação de imagens (fotos). Sou um apaixonado por fotos. Nascido em 1980. Fui presidente de Associação de Moradores do povoado Bezerro (Tutóia-MA). Atualmente estou presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Tutóia, Paulino Neves e Santana do MA.